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Alessandra Haro
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Un juego en espacios públicos. Un mundo diferente de extrañas proporciones donde no existen reglas para lo real y lo irreal.

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“Um jogo em espaços públicos. Um mundo diferente de estranhas proporções onde não existem regras para o real e o irreal.”

A ideia de Transeuntes surgiu do interesse pessoal da artista Alessandra Haro pelos espaços urbanos e dos que por ali passam. Segundo o antropólogo francês Marc Augé (1935), a sociedade contemporânea se vê afetada e rodeada por lugares de passagem incapazes de formar qualquer tipo de identidade. Como defende Augé, pioneiro no conceito dos não-lugares, nossa sociedade se caracteriza por ser uma sociedade de excessos: o excesso de tempo, de espaço e de individualismo. Excesso de tempo, devido a um processo de aceleração histórica onde tudo se converte em acontecimento e que, pela abundância de acontecimentos, deixam de existir como tais; o excesso de espaço, causado pelo continuo movimento de pessoas, informações, objetos de consumo e imagens - paradoxalmente nos sentimos envolvidos em tudo, até nos lugares mais remotos - e, finalmente, por um excesso de individualismo, consequência do enfraquecimento das referencias coletivas.

Partindo destes três pilares: tempo, espaço e individualismo, em Transeuntes, a ideia é extrair do espaço urbano indivíduos anônimos e recolocá-los, como miniaturas, dentro do mesmo contexto, mas desde uma perspectiva “rasteira”. Ou seja, outorgar a categoria de objetos a estes personagens e converter-nos em pequenos monumentos frágeis, que são colocados entre pedestres e resíduos gigantes, criando assim um mundo diferente, onde o jogo de escalas confunde e surpreende o espectador.

De uma maneira lúdica, a autora manipula as dimensiones e tenta enganar ou surpreender o olhar do espectador. A ambivalência e o jogo de proporções são ferramentas importantes neste trabalho porque, a partir de um individuo tirado de um tempo e de um espaço, cria-se um universo de personagens e representações ilusórias. As características e diferenças de escalas dão outro sentido as aparências, proporcionando uma nova ordem entre o real e o irreal. O feito de extrair pessoas de um contexto, transformá-las em objetos e voltar a colocá-las, coisificadas dentro do mesmo espaço que continua em movimento, gera um antagonismo: o paradoxo de apresentar uma situação espontânea e encenada ao mesmo tempo.

Em tempos de manipulação digital, como nos relacionamos com outros processos de construção imagética? Qual é a dimensão do ser humano diante dos grandes centros urbanos e de seus fluxos acelerados?


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